Passaram-se quase oitocentos anos desde que o Penitente de Assis, Francisco de Bernardone, respondeu, como hoje o diríamos, com criatividade e fantasia evangélicas aos sinais dos tempos e lugares.
O amor que pôs a caminho os discípulos de Jesus e os levou a anunciar o Evangelho «ao mundo inteiro» e a «toda a criatura», está a impelir-nos a anunciar a todos «que não há outro omnipotente senão Ele».
O amor que impeliu Francisco pelos caminhos da Europa, está a chamar-nos a sair dos nossos medos (motivados muitas vezes pelo decréscimo numérico e pelo envelhecimento progressivo), das nossas cobardias (motivadas muitas vezes pela nossa pouca fé), dos nossos reduzidos claustros (o provincianismo, a comodidade do próprio trabalho, o aburguesamento...), para denunciar que «o amor não é amado» e «para que por palavras e por obras» demos testemunho d’Ele como «Deus único..., o bem, sumo bem..., a formosura..., a segurança..., nosso gozo, nossa esperança e alegria..., nossa riqueza e saciedade».
Frei José Rodríguez Carballo
Ministro Geral OFM
Newsletter nº. 16/2010