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| Frei João Magalhães Gonçalves |
| 24-05-2010 |
Na madrugada do dia 24 de Maio de 2010, na Enfermaria do Convento da Imaculada Conceição, em Lisboa (Largo da Luz), faleceu Frei João Magalhães Gonçalves, Sacerdote Franciscano. No dia seguinte, pelas 09h30, foi celebrada a Missa de corpo presente, na Igreja do Convento, depois da qual o féretro seguiu para Jou (Murça, Vila Real), terra natal de Frei João Magalhães, onde foram celebradas as exéquias e em cujo cemitério ficou sepultado.
De seguida, apresentamos um dos seus últimos escritos, enviado a um colega no passado dia 20, quinta-feira à tarde. Apenas quatro dias antes do seu falecimento.
O SENHOR PAPA
Nós e o Espírito Santo não vos impomos nada, amai dizei e fazei proclamai quem é a Verdade a Bondade ainda que vos custe a vida e a morte esteja, a dois passos como um fim que não é, assim está escrito. Como testamento um mandamento: amai respeitai procurai o bem onde a eternidade começa e o Reino… dai pão aos famintos… a recompensa é essa!
J.M. Gonçalves
Apresentamos em síntese um pouco do seu percurso nesta vida de homem religioso, missionário do Evangelho de Cristo, professor e poeta.
Os seus confrades, familiares e amigos, manifestam o apreço pela sua grandeza de coração e pela firmeza da sua fé, nos serviços prestados, nos talentos revelados, na relação afável com que testemunhou o seu ser franciscano. R.I.P.
Frei João Magalhães Gonçalves nasceu em Jou, Murça, a 04 de Março 1939, filho de José Maria Gonçalves e de Teresa de Jesus Magalhães, tomou hábito no Convento de Santo António de Varatojo a 14 de Agosto de 1955 e ali emitiu os votos simples ou temporários a 15 de Agosto do ano seguinte. Professou solenemente a 08 de Dezembro de 1960 e foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1963.
Após a ordenação sacerdotal, trabalhou dez meses em Lisboa. Convidado a ir para a Missão da Guiné-Bissau, como secretário da Prefeitura Apostólica, chegou a Bissau a 15 de Julho de 1964. Convencido de que não era aquela a sua vocação, regressou a Portugal a 04 de Janeiro de 1965. Foi a seguir como Capelão Militar para Angola, por apenas oito meses, até 21 de Janeiro de 1966.
Depois de oito meses em Penafiel, movido pelo chamamento da Missão, parte para Moçambique. Chega à Beira a 14 de Dezembro de 1967 onde exerce os encargos de coadjutor da paróquia, chefe de produção da «Rádio Pax», director do semanário «O Domingo» e de encarregado do internato. De 1973 a 1976 está em Vila Pery (Chimoio) como professor do Seminário de Santo António. Com a independência do território em meados de 1975, passa para o ensino público e lecciona na «Escola de Regentes Agrícolas», na «Escola Joaquim Mara» e na «Escola Baltazar Rebelo de Sousa».
Regressado a Portugal a 30 de Dezembro de 1976, obtém a licenciatura em Filologia Clássica e concorre ao ensino oficial, iniciando no «Liceu Eça de Queiroz» da Póvoa de Varzim (01 de Março de 1977) e prosseguido no «Liceu Camilo Castelo Branco» de Vila Real (Outubro 1977), no «Liceu Bocage» de Setúbal (1979), na «Escola Secundária Rodrigues Lobo» de Leiria (1986) e na «Escola Secundária de Sebastião da Gama» de Setúbal (1987). Passou a professor efectivo a 08 de Agosto de 1984. Reformou-se do ensino em 2005.
Espírito amante das letras, publicou artigos avulsos em jornais e revistas». Publicou em Setúbal, no ano de 2009, o livro de poesia «À Flor do Verso».
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