Frei Henrique Raimundo Perdigão, franciscano, natural da freguesia de São Lourenço de Francos, Lourinhã, nascido em 23 de Janeiro de 1939, é membro da Ordem dos Frades Menores, sendo professo de votos perpétuos desde o dia 15 de Agosto de 1962.
Desde então, tem servido os Irmãos da Ordem Franciscana e colaborado na Arquidiocese de Braga em muitas e variadas actividades. Em breve síntese, é de realçar a sua acção como Responsável da Enfermaria Provincial, Assistente Religioso do Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas sediado no Convento de Montariol, Responsável pelo Centro de Catequese naquele Convento, e atendimento às pessoas que a ele acorrem para acompanhamento espiritual.
Tendo presente os seus talentos e a sua expressa vontade de servir a Igreja, quer na vida litúrgica e pastoral, quer nas obras sociais e caritativas, no «diaconado permanente», e tendo concluído os estudos teológicos, que devem preceder a ordenação dos diáconos permanentes, o Ministro Provincial com o seu Definitório considerou-o idóneo e deu andamento ao respectivo processo canónico. Neste sentido, será ordenado Diácono Permanente no próximo dia 18 deste mês de Julho, na Cripta do Santuário do Sameiro, em Braga, durante a Eucaristia às 15h30, presidida pelo Senhor Dom Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga.
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Congregação para a Educação Católica
Congregação para o Clero
(...) A experiência plurisecular da Igreja sugeriu a norma segundo a qual a ordem do presbiterado é conferida somente a quem tenha recebido previamente o diaconado e o tenha exercitado. Todavia, a ordem do diaconado «não deve ser considerada como um mero e simples grau de acesso ao sacerdócio».
«Um dos frutos do Concílio Ecuménico Vaticano II foi o de querer restituir o diaconado como um grau da hierarquia, próprio e permanente». Em base a «motivações ligadas às circunstâncias históricas e perspectivas pastorais», acolhidas pelos Padres Conciliares, na verdade «agia misteriosamente o Espírito Santo, protagonista da vida da Igreja, levando a uma nova realização do quadro completo da hierarquia, tradicionalmente composta de bispos, presbíteros e diáconos. Desta maneira, promovia-se uma revitalização das comunidades cristãs, tornadas mais conformes às que saíram das mãos dos Apóstolos e que floresceram nos primeiros séculos, sempre sob o impulso do Paráclito, como atestam os Actos».
O diaconado permanente constitui um enriquecimento importante para a missão da Igreja. Uma vez que os munera que competem aos diáconos são necessários à vida da Igreja, é conveniente e útil que, sobretudo nos territórios de missão, os homens que na Igreja são chamados a um ministério verdadeiramente diaconal, quer na vida litúrgica e pastoral, quer nas obras sociais e caritativas, «sejam fortificados por meio da imposição das mãos, transmitida desde o tempo dos Apóstolos e sejam mais estreitamente unidos ao altar, para poder explicar mais frutuosamente o seu ministério com a ajuda da graça sacramental do diaconado». (...)
Normas Fundamentais
para a Formação dos Diáconos Permanentes, Roma -1998