A figura de «Nosso Senhor Jesus Cristo» é a chave para compreender todo o percurso de S. Francisco, bem como de todos os santos. O santo de Assis não teria sido o que foi, não teria feito o que fez, se Cristo não estivesse presente, operante, como amigo e companheiro.
O agir de Francisco não é filantropia, cálculo, programa; o agir do santo é Fé, adesão de todo o coração à Pessoa de «O Senhor». Sendo certo que o seu amor a todos os homens e a todas as criaturas, o ponderar do seu atuar e do todo da sua vida, o plano muito concreto e evangélico de vida, o seu ser e o seu trabalho são fé, expressão de fé, um abandono e confiança total n´Aquele que por nós morreu e ressuscitou. A primeira preocupação de Francisco não é o homem, a natureza, a Igreja ou ele mesmo; a primeira preocupação de Francisco é Cristo. Ele é o centro e por Ele chega a tudo o mais, aos homens seus irmãos, à obra da criação, à Igreja, e a ele mesmo. A razão do agir de Francisco é Cristo que o leva ao Pai, que lhe alarga os horizontes, rompe o tempo e o lugar, faz brotar desejos de eternidade e de a todo o lugar chegar para levar a boa nova, inclusive o desejo de se encontrar com o Sultão. É o Senhor o eixo à volta do qual tudo em Francisco gira, é a referência constante para agir, pensar, viver. É Ele o modelo supremo a imitar. Tanto assim que foi chamado «alter Christus» outro Cristo, tanto mais ele mesmo quanto mais próximo de Cristo.
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